Formação Bíblica com D. Paulo, OSB


Toda Segunda-Feira das 20:00 às 20:45 na Igreja


Maio

Creio na Ressurreição e na Vida Eterna

 

Todos temos o hábito saudável de visitar nossos falecidos no cemitério. E costumamos repetir dois ritos tradicionais, que certamente fizeram parte do cerimonial do velório e da sepultura: acendemos velas e oferecemos flores. Estes símbolos estão presentes nas grandes festividades. É comum cearmos com velas acesas. E em ocasiões solenes, como aniversários, matrimônios e formaturas, há sempre muita variedade de flores.

Portanto, se por um lado, a morte nos entristece, por outro, levamos aos túmulos dos nossos queridos o que, para nós, significa vida, alegria e celebração de grandes eventos. O que há na base de tudo isso, senão a fé numa vida ainda mais feliz, para além de nossa efêmera história humana? A morte deve ser encarada com naturalidade. Ela está sempre presente. Mas dentro de nós haverá sempre um estímulo, mesmo inconsciente, que nos impulsiona a buscar a origem e a consumação da vida precisamente naquele que é seu autor e sua finalidade última: DEUS!

Estamos aqui por desígnio e vontade de Deus. Se saímos daqui pelo mistério da morte, é também porque Deus assim o determinou. Com isso, não estamos dizendo que a morte é obra de Deus. Pelo contrário, Ele mandou seu Filho Jesus aqui na terra para nos livrar dos laços da morte, superar a transitoriedade da vida terrestre e ressuscitar na sua eternidade. Jesus, que tem vida divina e é eterno como o Pai, assumiu nossa natureza humana, morreu e ressuscitou, para que possamos herdar sua vida celestial junto ao Pai. Nossa vida não é uma caminhada para a morte. É uma peregrinação para Deus. Acendemos velas e depositamos flores nos túmulos dos nossos queridos não só para reverenciar sua memória, mas porque cremos na vida nova e perpétua junto a Deus. Esta é a mensagem do apóstolo Paulo: “ninguém vive para si mesmo, e ninguém morre para si mesmo. Se estamos vivos, é para Deus que vivemos. Se morremos, é para Deus que morremos. Vivos ou mortos, pertencemos a Deus”. Depois acrescenta: “Cristo morreu e ressuscitou exatamente para isto, para ser o Senhor dos mortos e dos vivos” (Cf. Rm 14,7-9).


 

Façamos nossa a oração de um monge oriental: “Todas as manhãs, é Cristo ressuscitado que me desperta. O dia pode ter perplexidades e perigos, ao lado de alegrias e triunfos. Mas meu Salvador Ressuscitado está comigo, e comigo vence todas as forças do mal e da morte. Por isso, em todas as manhãs, farei meu ato de fé logo ao levantar-me, entregando o meu dia àquele que carregou as cruzes da minha vida, que por mim morreu crucificado, e que por mim saiu vitorioso do sepulcro. De nada tenho medo, pois o amor de meu Cristo é mais forte do que a morte. Cada manhã, ao levantar-me, renovo minha fé: Creio na ressurreição e na vida eterna! Amém”.

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Na Missa, celebramos a Páscoa de Jesus

 

 

A Santa Celebração Eucarística, que nós chamamos “Missa”, é o ato de agradecimento a Deus, por todos os seus benefícios que Ele realiza para a nossa Redenção e Santificação. A palavra “Eucaristia” significa literalmente “ação de graças”.

Na verdade, pela Santa Eucaristia, o Espírito Santo continua, até o final dos tempos, a perpetuar a libertação e a salvação da humanidade, que Cristo Jesus realizou por nós, de modo especial quando ofereceu seu Corpo e Sangue ao Pai e, ao mesmo tempo, entregou-os a nós para que se tornassem o alimento de vida eterna. A Missa é, portanto, não só uma recordação. É o mesmo oferecimento de Jesus ao Pai no Calvário, e a mesma refeição do seu Corpo e Sangue que Ele instituiu com os discípulos antes de morrer. A Igreja não faz mera repetição. A Igreja celebra o mesmo sacrifício de Jesus, que é superior a todas as ofertas que podemos fazer a Deus. E o Pai nos devolve o mesmo alimento da vida eterna que é o próprio Jesus na comunhão. Este sacrifício tem valor infinito. É a Páscoa de Jesus, que sempre continua presente em nossa vida.

É necessário, portanto, participar da Ceia Eucarística, para que possamos colher os frutos da Redenção de Jesus, que pela sua Paixão, Morte e Ressurreição, salva toda a humanidade. Não pode haver autêntica vida de fé sem esta celebração do Mistério Pascal de Cristo. Nesta Páscoa de Jesus assumamos este compromisso, e estejamos sempre presentes à Santa Missa dominical.

Junho

O Espírito nos faz testemunhas de Cristo na Igreja

 

 

Mais um Pentecostes na Igreja! Mais uma vez o Espírito Santo será derramado no coração dos fiéis. Cuidado! Estas expressões são redundantes. Existe apenas um Pentecostes, que se realiza na aurora da Igreja, logo após a Ascensão do Senhor. A partir de então, na Igreja, até a consumação dos séculos, tudo é um só e o mesmo Pentecostes. Tudo é obra do Espírito que se derrama sobre os apóstolos no reunidos no Cenáculo. Por sua vez os apóstolos e seus sucessores administrarão o Batismo, e o Santo Espírito continuará a suscitar discípulos e testemunhas de Cristo Ressuscitado. Sua ação é contínua a ininterrupta.

Com efeito, é a própria Escritura que no-lo atesta: “Ninguém pode dizer: ‘Jesus é Senhor’ a não ser no Espírito Santo” (1Cor 12,3). “Deus enviou a nossos corações o Espírito de seu Filho que clama: Abbá, Pai!” (Gl 4,6).

A fé que temos é obra do Espírito Santo. E para estarmos em contato com Cristo, é preciso primeiro ter sido tocado pelo Espírito Santo. Por isso, o próprio Senhor nos disse: “É bom para vós que eu parta. Se eu não for, não virá até vós o Defensor. Mas se eu me for, eu vo-lo mandarei” (Jo 16,7).

É o Espírito Santo que, por sua graça, desperta na nossa fé o conhecimento do Pai e daquele que Ele enviou, Jesus Cristo (Cf. Catecismo da Igreja Católica, CIC 683-684).

Assim como o Espírito foi derramado sobre os apóstolos, e a partir daquele dia a Igreja iniciou sua atividade missionária e evangelizadora, é muito importante que o conhecimento e a experiência do Espírito Santo se realizem na Igreja, na comunhão viva da fé dos apóstolos. Onde e como viver esta misteriosa comunhão de amor, a própria Igreja nos ensinará:

  1. Nas Escrituras que o Espírito Santo inspirou. Leiamos e honremos a Palavra de Deus, especialmente a Palavra proclamada na Liturgia da Igreja, na Santa Missa;
  2. Na Tradição, da qual os Padres são as testemunhas sempre atuais, intérpretes dos divinos ensinamentos de Cristo e dos Apóstolos;
  3. No Magistério da Igreja, ao qual o Espírito Santo prometeu assistência (Cf. Mt 16,17-19; 18,18; CIC 77. 88. 2034);
  4. Nos Sacramentos, em sua Liturgia, por meio das palavras e dos símbolos, em que o Espírito Santo nos coloca em comunhão com Cristo;
  5. Na oração, na qual o próprio Espírito intercede por nós, de modo especial na oração autorizada da Igreja;
  6. Nos carismas e nos ministérios, por meio dos quais a Igreja é edificada;
  7. Nos sinais de vida apostólica e missionária, nos trabalhos pastorais;
  8. No testemunho dos santos, no qual o Espírito manifesta sua santidade e continua a obra da salvação (para todos estes itens, Cf. CIC 687-688).

A Igreja é, portanto, a segurança de uma saudável e verdadeira vida no Espírito. Por isso, desejar uma vida cheia do Espírito de Deus, é inserir na pastoral orgânica e nos movimentos eclesiais. Pois é na Igreja e na comunhão da caridade de todos que seremos, no Espírito Santo, testemunhas do Cristo Ressuscitado.

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Foração Permanente

 

Em nossas assembleias diocesanas, regionais, foraniais e paroquiais, sempre se destaca o pedido de priorizar a formação permanente. De modo especial, nossos leigos e agentes de pastoral sentem a necessidade de conhecer melhor a doutrina da Igreja, o Ano Litúrgico, o Catecismo da Igreja Católica e a Sagrada Escritura. Nossos pastores de almas, sacerdotes e diáconos, buscam também uma constante reciclagem espiritual e teológica, para poder servir melhor o povo de Deus.

Aqui na comunidade paroquial, respondendo a estes anseios de aperfeiçoamento na fé, instituímos desde o início do presente ano de 2017 a Escola de Formação Bíblica, todas as segundas-feiras das 20:00h às 21:00 horas. Paralelamente, no mesmo dia e horário, mantemos nossa preparação para a Iniciação Cristã dos adultos. Já nas quintas-feiras, às 20:00h, sob responsabilidade da própria Diocese, continuamos o programa de Formação dos Multiplicadores da Palavra, este ano explicitamente sobre o Evangelho de São Lucas.


 

Para participar destes programas de formação, não há nenhum pré-requisito. Todos são chamados. Os participantes atestam a grande importância dos temas que estão sendo tratados. Cresça também você no conhecimento e no testemunho da sua fé cristã, e junte-se a nós!